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Nossa amizade é antiga, minha e de Clayton. Ele diz que me admira, só que talvez não tenha idéia do quanto sou eu quem o admiro. Viver a experiência de ter um câncer tão jovem é comum, infelizmente. Mas não ter medo de falar sobre ele, não fazer dele um bicho-de-sete-cabeças, não negar que ele vem sempre acompanhado de sofrimento físico e emocional, que deixa marcas que farão parte da sua vida para sempre e, o mais importante, além disso, viver de forma leve e ser feliz...isso é raro.

Agora, seu pedido é uma honra para mim. Ter a oportunidade de ajudar a minimizar sofrimentos através da minha experiência em psicooncologia é uma felicidade. Obrigada.

Meu amigo – e todos que se dispõe a falar aqui – saiba que a função mais nobre de seu blog será a de quebrar paradigmas, e todos sabemos do estigma que recaí sobre a palavra câncer. Toda pessoa que fala da sua história, de seus sentimentos, além de recontar e repensar sua vida, está contribuindo para uma quebra de tabus, de preconceitos, de que falar em câncer é algo negativo ou “pesado”. Discutir sobre o assunto tira a doença do lugar desconhecido ou reservado e só ajuda no sentido de combatê-la.

Falar de câncer é falar de vida, é contribuir para que os medos sejam afastados e para que a vida seja mais tranqüila, mais serena. E que nossa amizade nos inspire!-la, levando-se em consideraçhecido ou reservado e smas. itos, o testemunho da trajet

Carla Mannino

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