Entrevista com a psicóloga Carla Mannino (*), da Clinionco. Extraída do site (http://www.quimioral.com.br/sc/quimioral/web/qualidade/apoio_psicologico/autoconhecimento_revela_motivacoes.aspx).
Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu inveja da amiga que consegue levar uma dieta de emagrecimento até chegar ao peso desejado ou de um colega de trabalho que se esforçou diariamente e acabou levando a promoção. Qualquer um já passou pela experiência de ver, pelo menos uma vez na vida, outra pessoa atingir uma meta porque teve força de vontade para vencer obstáculos e chegar onde a gente também queria ter chegado e não conseguiu por ter desistido no caminho.
Em muitos períodos da nossa vida percebemos que se não tivermos força de vontade não vamos conseguir fazer determinada coisa. Mas por que alguns têm e outros não essa força? Segundo a psicóloga Carla Mannino, da Clinionco de Porto Alegre, a força de vontade nada mais é que motivação e a motivação só existe quando temos desejo por alguma coisa.
“Muitas vezes perseguimos metas achando que determinada coisa vai nos satisfazer, mas, se isso não for verdade, acabamos desanimando no meio do caminho”, explica a psicóloga.
Segundo ela, a maioria das pessoas não sabe onde ou em quê está sua verdadeira motivação. Falta autoconhecimento, explica Carla. Por isso, para conseguir ter a força de vontade que todo mundo almeja, o primeiro passo é buscar esse autoconhecimento, identificar onde estão as fontes de prazer na vida, que são, por sinal, diferentes para cada pessoa.
O segundo passo, ensina Carla, é ir atrás dessas fontes de prazer, o que nem sempre acontece. “Vemos muitos casos de pessoas que descobrem suas fontes de motivação, mas não passam a buscá-las”, diz a psicóloga, acrescentando que o difícil apenas é começar.
Carla explica que os caminhos para o autoconhecimento são muitos: pode ser uma psicoterapia, meditação, técnicas de relaxamento, visualização criativa e outras inúmeras técnicas. No final, a pessoa acaba descobrindo que suas fontes de motivação são, geralmente, pequenas coisas simples que foram ficando de lado durante a vida por diversas razões.
Durante o tratamento contra o câncer, buscar o autoconhecimento, identificar as fontes de motivação e passar a realizá-las pode fazer toda a diferença, acredita Carla. A adesão ao tratamento melhora e a superação das dificuldades inerentes ao próprio tratamento pode ser facilitada na medida em que o paciente consegue concretizar as pequenas coisas do dia-a-dia que ele considera prazerosas.
“É comum o paciente contar que alguém lhe disse que ele precisa viajar, por exemplo, para seu melhor equilíbrio emocional ou para um descanso, mas nem sempre é isso que ele quer fazer ou que lhe dá prazer e, ao contrário, se ele se sentir obrigado a seguir o conselho pode ficar até mais angustiado”, exemplifica a psicóloga.
Segundo ela, com o acompanhamento terapêutico o processo de descobrir as fontes de motivação pode ser rápido. Em geral, em dois a três meses o paciente consegue definir o que mais lhe agrada. Partir para a prática, entretanto, pode ser um pouco mais demorado e esse tempo depende de fatores como sua própria situação física, do quanto está cristalizado seu hábito de distanciamento de suas fontes de prazer, dos empecilhos às vezes colocados pela família e por ele mesmo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Comments (0)
Postar um comentário