
Falou-se por muito tempo em H1N1 (gripe suína) o país inteiro se mobilizou para a vacina contra a doença e foi um “reboliço” enorme, mas esquecemos que temos um outro grande risco entre nós, que é o cigarro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido. São jovens, homens, mulheres, idosos, milhares de pessoas que morrem por essa doença. O tabagismo é considerado pela (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).
E nós vamos ficar parados e ver o mundo se rendendo a essa doença? Vamos ver nossos pais, filhos e entes queridos morram pelo cigarro sabendo que isso podia ter sido evitado?
Responsável por 5 milhões de mortes anuais no planeta, o tabagismo é um problema de saúde pública global. No Brasil, onde 200 mil pessoas morrem anualmente vítimas dessa doença, o assunto vem sendo abordado não apenas pelo Ministério da Saúde, mas por outros órgãos governamentais e cada vez mais parcelas da sociedade civil, representadas pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas à educação, economia, trabalho, justiça, meio ambiente e agricultura.
Em setembro de 2002, com o apoio do INCA, foi formada a Aliança Por um Mundo sem Tabaco, hoje com mais de 500 associados, dentre os quais membros da sociedade civil e as ONGs, que incluem associações médicas, autoridades governamentais e órgãos nacionais e internacionais.
Os principais objetivos da Aliança Por um Mundo sem Tabaco são:
• acompanhar e participar do processo de controle do tabagismo no Brasil e no mundo abordando e discutindo o tema nas mais diversas áreas (saúde, educação, direito das crianças e das mulheres, meio ambiente, legislação e economia)
• pressionar os legisladores a tomarem as providências necessárias para um mundo sem tabaco.
Infelizmente, a questão do controle do tabaco enfrenta interesses contrários, principalmente da indústria do tabaco. Por este motivo é importante mobilizar a sociedade em prol da saúde da população e contra o lucro desmedido e irresponsável da indústria do tabaco, que visa apenas seus lucros em detrimento de doenças, mortes, invalidez e destruição do meio ambiente.
Então já chegou a hora de fazermos algo, ou então sermos as próximas vitimas.
Clayton Teixeira
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